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só me fodo nessa merda

O dia em que a Galera do ajcakls caçou a gente

 

É a galera do alkjchak. CORRE!

Essa estorinha vem do ano de 1994 ( se eu não me engano ) uma época em que os pais que tinham filhos de 14 anos na cidade do Recife se preocupavam quando eles saíam de casa à noite pois tinham medo dos filhos serem assaltados e (pasmem) terem que voltar pra casa de cuecas e no máximo com uma tapa na cara por ser lerdo ou coisa do tipo.

Quem mora no Recife atualmente olha pra uma frase dessas e pensa logo que isso aconteceu nos anos 80 ou até menos, já que atualmente os pais que tem um filho nessa idade ou não deixam o pirralho sair ou então tem medo de que ele leve uns 4 tiros, 6 facadas, seja espancado em praça pública, estuprado e ainda tenha seu corpo queimado e jogado no Rio Capibaribe (e não é exagero).

Mas voltando ao assunto deste post…

Depois de algum evento que eu completamente desconheço no momento (acho que era um game na casa de outro brother ou então era um game em alguma loja de games) estávamos voltando pela rua e depois de muito andar o assunto do momento era As Galeras do Piche. (Pause)

Nos anos 90 as galerinhas (pra ser simpático) de pichadores ganharam fama pela cidade do Recife, era pichação e sigla pra tudo quanto é lado. Atualmente até tem, mas se compararmos à modinha de sair por aí pichando as paredes dos outros o negócio até que deu uma esfriada. Tinha DPS, DS, DP, PM, Civil… era tanta da sigla que fica difícil lembrar de “todas” e quem for de Recife e se lembrar de mais é só colocar aí nos comments. Resumindo o assunto, era tanta que você acabava conhecendo alguns pichadores e histórias da galera. Mas voltando ao assunto…

(despausa aê porra)

Por conta do motivo acima era comum entre um assunto e outro as galerinhas entrarem na conversa. Então neste dia éramos quatro voltando na seguinte formação, dois andavam um pouco mais à frente e os outros dois atrás, sempre um ao lado do outro. A dupla da frente começou com o assunto entre eles enquanto eu e um outro amigo apenas acompanhávamos a conversa com aqueles relances de assunto, tá ligado?

“Porra, aí a gale… allasnjcalnalkcaac… pegou e passou… aajscanaocak… fodeu… acanca uHUAhauhA” (Deu pra entender né?)

Tranquilão, caminhando na moral, olhando pro chão, papo que vai, papo que vem… De repente as duas figuras que estão à minha frente apenas soltam um “Caralho, a galera scljakbhak” e saem correndo. Sem entender POOOOOOORRA NENHUMA olhei pra o outro amigo meu que tava ao lado e perguntei “Qual foi?!” Ele disse: “Não sei, mas vou correr também” E saiu em disparada. Continuando sem entender POOOOORRA NENHUMA, fiquei na minha e pensei “Tomar no cu, vou correr não, doidêra do caralho”. Galera, todos os diálogos e o meu pensamento não demoraram mais do que uns 10 segundos para chegar ao fim quando eu ouço um singelo: “PEEEEEEGA”

Véio… quando eu olhei pro outro lado da rua (estávamos em um cruzamento) tinha pra mais de 20 pessoas pra atravessar. Era a tal da galera do aiuhfakaslk que eu não tinha entendido bulhufas do que tinham falado os dois que saíram correndo primeiro. O terceiro também não entendeu mas não quis pagar para ver e eu que fiquei pra trás acho que nunca caguei tão fino (até aquela época).

Se vierem me perguntar hoje em dia como eram os caras eu não vou poder responder, mas eu sei que eu corri, e corri muuuuuuuito rápido. Foi um troço do tipo: “Caralho ele correu tão rápido que passou na corrida os 2 caras que saíram correndo primeiro na confusão”. O mais engraçado (depois que o terror passa e você não se fode, tudo fica engraçado) foi quando eu estava correndo e aquele terceiro companheiro de jornada que saiu sem saber por que tava correndo, vem correndo na direção contrária à minha. Enquanto chegava até onde ele estava notei que ele tinha perdido a sandália e estava correndo de volta pra pegá-la. Aí agachou no meio da rua e quando passei voado por ele notei que ele tinha continuado a correr na direção errada. Lembro de gritar: “Vai pra onde?!!” Aí ele voltou correndo.

Sei que não enxergava nada à minha frente, o radar procurava desesperadamente por algum estabelecimento aberto para que pudéssemos montar acampamento. Foi quando avistei uma lanchonetezinha dessas de bairro que ainda estava aberta. Tá ligado aqueles desenhos onde o personagem está no deserto, fodido de sede e vê um oasis? Pronto, foi a mesma coisa. Corremos até lá e só assim pagamos realmente pra ver o que iria acontecer.

Depois de alguns segundos apareceu na esquina aquele pelotão de gente que vinha atrás da gente, mas não sei se eles realmente queriam algo e quando viram onde estávamos desistiram e passaram reto ou se era somente pra tirar uma onda com a cara da gente (e conseguiram VALEEENDO), mas o fato é que eles passaram reto na rua. Ficamos um tempinho lá na lanchonete pra recuperar um pouco do fôlego e voltamos pra casa. Chegando lá fomos contar toda a onda e morríamos de rir com as bizarrices que aconteceram desde o início dessa confusão toda. LOL

Mas e aí, pagava pra ver?

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